quinta-feira, 3 de julho de 2014






"Anda depressa, ó Sol, que estás parado!
Que fazes tu aí, Sol imprudente?"
Este maldito Sol, ultimamente,
tem se tornado o meu maior cuidado!  

Essa que eu amo, mora num sobrado,
e o Sol, que a quer também, pára-se em frente:
e até que o Sol se canse e, enfim se ausente;
a janela é deserta, e eu, desolado.  

"Sol, vai-te embora!" E, quando o Sol vai indo,
e Ela aparece, eu desespero, e grito,
por ver a noite. que já vai caindo:  

"Sol, pára um pouco!..." E o Sol, sem me escutar,
se esconde, enquanto eu lhe suplico, aflito:
"Sol! por favor, ó Sol! vai devagar!..."


Marcelo Gama

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